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Ex-chef entra com petição contra nova administração do Antiquarius

Ernestino Pontes alega que não teve dívidas trabalhistas pagas pela antiga gestão

Por Veja São Paulo 26 ago 2014, 14h08 | Atualizado em 20 jan 2022, 10h24

Depois de fechar as portas em 2012 por problemas financeiros, o tradicional restaurante Antiquarius, que reabriu em junho deste ano como Antiquarius Grill, volta a se envolver em polêmicas. No último dia 14, o ex-chef da casa, Ernestino Pontes, entrou com uma petição pedindo a penhora do faturamento do novo endereço. O motivo seria o descumprimento de acordo que acertava o pagamento de uma dívida trabalhista acumulada em 35 000 reais (hoje esse valor está em 78 000 reais).

 

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Após os vinte anos que Pontes passou na cozinha do restaurante, ele se tornou um dos sócios do também português Tasca do Zé e da Maria. Representado pela advogada Gilda Figueiredo Ferraz, o cozinheiro alega que ficou sem receber o salário fixo de outubro de 2010 até o fechamento do restaurante, dois anos depois. Como ele, outros funcionários da época em que o empresário Thales Martins Filho administrava o estabelecimento também estão com processos trabalhistas abertos.

Mesmo com causa ganha em junho de 2012, que acertava o pagamento do débito em catorze parcelas iguais, Pontes diz que não recebeu nem mesmo a primeira mensalidade. Com o nome da casa novamente em evidência por causa de sua reinauguração, agora comandada por Walter Benvenutti, a advogada voltou a recorrer à Justiça.

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Benvenutti, por outro lado, justifica que não deve arcar com as dívidas porque não tem vínculo com a gestão anterior. “Eu comprei o uso de licença da marca para todo o Estado de São Paulo”, diz o novo dono. “O antigo Antiquarius teve uma razão social totalmente diferente da minha e não tenho sociedade com nenhum dos antigos sócios.”

O nome de António Perico, porém, que era sócio ao lado de Thales Martins Filho na unidade paulistana e administra a unidade no Rio de Janeiro, ainda aparece no contrato de licença. “Eles fazem vistorias na casa e treinamentos nos funcionários daqui”, completa Walter Benvenutti.  A ação está tramitando na 60ª Vara do Trabalho em São Paulo.

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