Moktcha: culinária coreana feita do zero por preço camarada é premiada
Bom e Barato por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, a casa serve massas, molhos e acompanhamentos típicos com matérias-primas quase todas orgânicas
O convite não pode ser mais sedutor: moktcha, ou “vamos comer” em coreano. Nesta casa solar, que divide o espaço com uma loja de produtos cosméticos da Coreia do Sul, as anfitriãs são três mulheres.
No atendimento, ficam as irmãs Anne Kim e Ja Ni Kim, e na cozinha, a mãe delas, Soon Ok Park, ou dona Soon, 72, que é um fenômeno não só pela comida que prepara, mas também por sua energia.
Com uma seleção de matérias primas, quase todas orgânicas, ela parte do zero e faz tudo o que o comensal recebe à mesa, inclusive o óleo de gergelim, essencial nessa culinária do Extremo Oriente, assim como o gochujang, molho denso de pimenta vermelha fermentada que virou moda nos últimos anos.
Sorte que o cardápio não é muito extenso. Dá vontade de devorar cada um dos pratos nele estampados.
Inescapável, o kimchi (R$ 10,00) é o fermentado de folhas de acelga coloridas por pimenta vermelha em pó, de um picante tentador.
Pode ser encontrado entre os banchan, saboreados antes ou durante a refeição. Um deles, o buchimgae (R$ 45,00, 4 unidades), tem a forma de uma panquequinha de alho nirá e frutos do mar.
Receita que viralizou depois que o influenciador Arthur Paek ensinou no Instagram e que não deve ser pulada neste restaurante familiar, o jjajamyeon (R$ 75,00) é um saborosíssimo macarrão de trigo coberto por molho de soja preta com carne de porco e vegetais. Pode até borrar os lábios, mas como vale a pena.
Ainda melhor, o samgyeopsal (R$ 90,00) é um churrasco feito na mesa com lâminas de barriga de porco grelhadas, preparadas em uma chapa junto de verdura e cogumelo eryngui. Come-se tudo embrulhado em uma trouxinha de folha de gergelim ou de alface.
Outros itens que merecem a atenção: o mandu (R$ 40,00, 4 unidades), pastelzinho que aparece com recheios de carnes bovina e suína, tofu e nirá ou kimchi com mix de carnes ou de vegetais, e a dupla kimbugak+kenipbugak (R$ 45,00), um crocante frito de arroz moti com folhas de alga e de gergelim mais sementes de girassol e abóbora.
Esqueça as sobremesas convencionais. Há só duas e feitas com o mesmo capricho das opções salgadas, o gyeongwalyu gangjeong (R$ 40,00), um pé de moleque típico, com mix de castanhas, amêndoa e sementes de gergelim, abóbora e girassol, e o sujeong gwa na, um ponche não alcoólico gelado de frutas, gengibre e canela (R$ 40,00).
VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER é uma realização da Editora Abril, apresentado por Prefeitura de São Paulo, com patrocínio oficial de BTG Pactual, patrocínio da JBS, apoio institucional da SP Negócios, apoio de iFood, Baden Baden, World Class, Geely e Chandon e parceria de Castas Importadora.
Moktcha
Rua Marcos Azevedo, 60, Pinheiros. Não tem telefone (30 lugares). 12h/16h (fecha seg.). Rolha: grátis. Tem acessibilidade. Aberto em 2024. $
Publicado em VEJA São Paulo de 11 de setembro de 2026, edição nº 301
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