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“Vacina é do Brasil, não de nenhum governador”, diz Bolsonaro

Em tom morno, presidente falou pela primeira vez sobre autorização emergencial de imunizantes

Por 18 jan 2021, 12h45 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h47
imagem do rosto de Jair Bolsonaro sem máscara
Presidente desembarcou em São Paulo após deixar o Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, no litoral de Santa Catarina, onde passou a virada do ano (Reprodução/Veja SP)
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“Vacina é do Brasil, não de nenhum governador”, diz Bolsonaro Priorizar nos meus resultados Google

Após a Anvisa aprovar o uso emergencial da CoronaVac, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou nesta segunda-feira (18) que a “vacina é do Brasil, não de nenhum governador”. A agência aprovou também o uso da vacina de Oxford/AstraZeneza.

“A Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais. Havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos que era para ter chegado aqui”, disse o presidente aos apoiadores na porta do Palácio da Alvorada.

O governador João Doria iniciou minutos depois da liberação por parte da Anvisa a imunização em São Paulo. O Ministério da Saúde havia dito ontem que a vacinação no Brasil começaria no dia 20, mas pressionado por governadores, o ministro Eduardo Pazuello afirmou que a campanha vai iniciar nesta segunda (18).

https://twitter.com/VejaSP/status/1351195270307082251

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“Vacina chinesa do Doria”

Antes de ter o uso emergencial liberada pela Anvisa, a CoronaVac chegou a ser chamada por Jair Bolsonaro de “vacina chinesa de João Doria”. O episódio aconteceu em outubro, quando Pazuello disse que iria comprar 46 milhões de doses do imunizante. O presidente desautorizou o ministro e disse que não compraria a vacina. “Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade”, disse na ocasião.

Em novembro, Bolsonaro chegou a comemorar a suspensão dos testes da CoronaVac no Brasil após a morte um voluntário (a Anvisa concluiu que o óbito não teve relação com a vacina). “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, escreveu.

Corrida pela foto

A aplicação da vacina na população coordenada pelo governo paulista é considerada uma derrota política para Bolsonaro. Na corrida, o presidente, apesar de ter posto em dúvida a eficácia de imunizantes, quis acelerar a chegada da  vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford.

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O governo federal iria mandar um avião para a Índia buscar 2 milhões de doses do fármaco, mas os indianos negaram o envio por conta do início da própria vacinação. O evento no Palácio do Planalto, de onde sairia a foto de Bolsonaro iniciando a vacinação, foi cancelado.

Ao abrir a vacinação no Hospital das Clínicas de São Paulo, Doria posou ao lado da primeira pessoa imunizada no Brasil. “Hoje é o dia V. É o dia da vacina, é o dia da verdade, é o dia da vitória, é o dia da vida”, disse. “É o triunfo da vida contra os negacionistas, contra aqueles que preferem o cheiro da morte ao invés do valor e da alegria da vida.” Em indireta, Eduardo Pazuello reagiu dizendo que ação era “jogada de marketing”.

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Mônica Calazans: primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Brasil
Mônica Calazans: primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Brasil (Divulgação/Governo de SP/Veja SP)
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