Para o grande público, talvez a face mais visível hoje da Gastronomia Periférica, a GP, seja o Restaurante Escola Da Quebrada. Mas a organização social é muito maior e mais antiga que o charmoso espaço no térreo de um coworking em Pinheiros com oito alunas sob as instruções do chef educador João de Andrade.
Dois nomes são fundamentais para a instituição, o chef Edson Leite e a pedagoga Adélia Rodrigues, sócios nesse negócio de impacto social que eles denominam hub de soluções sociais em gastronomia.
Desde que fundaram a GP, atenderam 3 174 pessoas com aulas de gastronomia para inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho como empreendedoras.
Desse total, 95% são mulheres — 75% delas, negras. Em 2020, durante a pandemia, as aulas, que sempre foram presenciais, passaram a ser on-line.
“A GP foi a primeira e única do mundo a ir até a casa dos alunos entregar os insumos para eles trabalharem”, orgulha-se Edson. Dos encontros remotos por zoom, gravaram aulas para uma plataforma de EAD, e os cursos passaram a ser híbridos.
Depois de assistir aos cursos, os estudantes podem estagiar em uma das cozinhas paulistanas — há uma também em Brasília. Nesses restaurantes, eles continuam tendo aulas.
“Meu papel é criar metodologias e acompanhar o desenvolvimento das turmas”, explica Adélia. Na capital paulista, há ainda dois projetos dedicados ao atendimento de crianças, Luz e Lápis. E eles não pretendem parar.
“Estamos para inaugurar mais dois em São Paulo: uma padaria-escola, no Jardim Ângela, e um para a formação de adolescentes, no Jardim São Luís. Por esse trabalho de inclusão social e profissional pela gastronomia, Adélia e Edson recebem o prêmio Causa Social.
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