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Em texto, iFood rebate demandas dos participantes da paralisação

Ato pedindo melhores condições de trabalho para motoqueiros de aplicativos ocorreu nesta quarta (1º)

Por 1 jul 2020, 21h23 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h58
motociclistas e celular com app aberto
 (Pedro Carvalho/Divulgação)
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Em texto, iFood rebate demandas dos participantes da paralisação Priorizar nos meus resultados Google

A paralisação promovida por entregadores de aplicativo em todo o país ocorreu nesta quarta-feira (1º). Os motoboys participantes pediam que os usuários não usassem serviços com o iFood, e realizaram atos com reivindicações como aumento da taxa mínima de frete nos serviços, disponibilização de equipamentos de segurança para trabalhar na pandemia e garantias como seguros contra acidentes e roubos.

Em resposta aos atos, o iFood divulgou um texto em sua plataforma com informações internas sobre a operação. Segundo a empresa, o ganho médio de um entregador é de 21,80 reais por hora trabalhada, e que o frete mínimo é de 5 reais, “geralmente pago para pedidos mais próximos”. Divulgaram também uma pesquisa que afirma que “80% dos entregadores conhece ao menos uma medida tomada pelos aplicativos (em relação ao coronavírus)”, e que “92% dos entregadores pretendem continuar trabalhando com entregas após a pandemia”.

O iFood afirma que criou um fundo de 2 milhões para proteger entregadores com Covid-19, e distribuiu 800 000 itens de proteção para o trabalho na pandemia.

Pelo Twitter, o entregador Paulo Lima, conhecido como Galo e um dos principais divulgadores da paralisação, rebateu as informações do iFood. “Enviar um comunicado sobre prevenção ao coronavírus é medida tomada? Essa “medida” provavelmente tem menos efeitos práticos do que uma medida de distribuição de EPIs, por exemplo”.

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Sobre o fundo de 2 milhões, comentou: “O iFood reverteu a decisão da Justiça do Trabalho que a obrigava a pagar assistência financeira de um salário mínimo aos entregadores afastados. Com argumento de que teriam que desembolsar 150 milhões de reais”, diz ele, sobre a liminar derrubada em abril.

https://twitter.com/galodeluta/status/1278367085517852679

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