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Concertos

Por Pedro Ivo Dubra 22 dez 2010, 22h09 | Atualizado em 5 dez 2016, 18h21

MELHOR

Orquestra Filarmônica de Dresden

Entre as atrações de alto nível de 2010, sobressaiu esta tradicional orquestra alemã. São 140 anos de bons serviços prestados à música erudita, honrados em duas récitas na Sala São Paulo em maio. O maestro espanhol Rafael Frühbeck de Burgos mostrou ótimas leituras das duas primeiras sinfonias de Johannes Brahms. Já o violoncelista alemão Johannes Moser solou com competência em peças de Robert Schumann e Richard Strauss. Uma boa notícia para 2011: Frühbeck de Burgos regerá a Nona Sinfonia de Beethoven no primeiro programa da Osesp, em março.

 

PIOR

José Carreras

O espanhol é mais do que um integrante do famoso grupo Três Tenores. José Carreras foi uma das gargantas preferidas do austríaco Herbert von Karajan (1908-1989), um dos grandes maestros do século XX, e teve atuações operísticas memoráveis. Sua melhor fase, contudo, já passou. A arquitetura do HSBC Brasil, mais adequada a shows do que a uma apresentação desse tipo, também não ajudou o artista em seus dois espetáculos em maio e junho. Com a voz já desgastada, Carreras cantou ao microfone, o que sempre desagrada aos fãs do canto lírico interessados em apreciar a extensão vocal.

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