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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos

Veloso comemora vinte anos e lança drinques autorais pela primeira vez

Com fãs ávidos por caipirinhas criativas e coxinhas cremosas, o boteco da Vila Mariana virou um ponto turístico

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27 mar 2025, 12h12 • Atualizado em 27 mar 2025, 12h14
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O salão do Veloso: tudo começou numa esquina da Vila Mariana (Fabio Wright/Divulgação)
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  • Perto da caixa-d’água da Vila Mariana, num pedaço com clima de São Paulo do passado, a poucos passos da Rua Vergueiro, funciona um dos botecos mais turísticos da cidade: o Veloso, que faz vinte anos neste sábado (29), com uma notável fanbase de 16 000 fregueses por mês.

    A casa foi fundada por Otávio Canecchio Filho, que à época largou a função de repórter desta VEJA SÃO PAULO, na qual antes fora colunista de bares. “No começo, o bar vivia às moscas e, naquela fase, eu ainda fazia frilas como jornalista”, relembra.

    O boteco “pegou” mesmo só meses depois da abertura, com o impulso de resenhas em revistas e jornais e de prêmios. Otávio lembra com carinho do terceiro lugar que a coxinha da casa conquistou no antigo concurso de petiscos Boteco Bohemia, em 2006.

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    Caipirinhas do Veloso: sucesso pelas misturas criativas no copo (Fabio Wright/Divulgação)

    E olha que o quitute entrara no menu cerca de três meses após a abertura. Até hoje, o salgado alongado e de recheio cremoso de frango e catupiry é um hit, com a saída de 50 000 unidades por mês, produzidas em ritmo industrial em maquinário próprio (o número inclui as vendas do espaço de retiradas, que funciona quase ao lado).

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    O chope é outro ponto alto, inspirado nos botequins do Rio de Janeiro — o nome da casa, aliás, homenageia um velho bar de Ipanema, assim como é uma referência à via onde está instalado, não longe da estação do metrô Ana Rosa, a Rua Conceição Veloso, 54.

    Na seara líquida, no entanto, foram as caipirinhas que se tornaram o símbolo local — são vendidas 13 000 por mês. Não houve pudor em, desde o início, mexer no tradicional drinque e investir nas misturas de frutas mil, como raros lugares faziam, caso do restaurante italiano Totò, na Vila Olímpia.

    O responsável era Deusdete Neres de Souza, o Souza, premiado como barman do ano pelo COMER & BEBER em 2005, 2006, 2007 e 2008 e que consagrou misturas como tangerina com pimenta-dedo-de-moça — o profissional deixou o Veloso em 2018 e montou o Esquina do Souza, de menu parecidíssimo.

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    Da pandemia para cá, o lugar se tornou mais “comportado”: o serviço para a galera em pé foi limado. E o imóvel vizinho, onde em 2006 os sócios montaram o Brasamora, posteriormente transformado em Armazém Veloso, se integrou. Agora, é tudo Veloso, com 215 lugares.

    Desde a quinta (27), o boteco tem motivos para formar ainda mais fila, que a depender do dia chega a uma hora. Acaba de lançar a primeira carta de drinques autorais que vão além das caipirinhas, criada pela sócia do restaurante, Jiquitaia Carolina Bastos.

    São cinco coquetéis, entre eles a batida de coco e abacaxi e o velosinho (Campari, Fernet branca, vodca, calda de goiaba, limão-siciliano e tônica). “O Veloso foi onde aprendi a beber caipirinha”, revela Carolina, especialista nesse clássico nacional.

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    Publicado em VEJA São Paulo de 27 de março de 2025, edição nº 2937.

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