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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘A Vida de Chuck’: o belo sentido da vida a partir de conto de Stephen King

Tom Hiddleston, que interpreta papel principal, descreve filme: “É sobre a magia daqueles pequenos momentos em nossas vidas”; leia crítica

Por Mattheus Goto
4 set 2025, 17h00 • Atualizado em 4 set 2025, 17h05
Epifania: Chuck em dança com Janice (Annalise Basso)
Epifania: Chuck em dança com Janice (Annalise Basso) (Diamond Films/Divulgação)
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  • Assistir ao novo filme de Mike Flanagan, A Vida de Chuck, é ser lembrado de que somos uma fração mínima do cosmo. O cineasta conduz com leveza e propriedade o argumento existencial de que só há o momento presente e propõe a tese de que cada um de nós é um universo inteiro.

    Charles Krantz (Tom Hiddleston), ou apenas Chuck, é um sujeito qualquer. Trabalha com contabilidade em um banco, mas tem uma paixão secreta por dança e música. Certo dia, em meio à rotina, vê essa face oculta despertar com uma simples interação, com uma baterista e outra dançarina, ambas desconhecidas, que se torna uma epifania.

    Em segundos de máxima lucidez, percebe que o significado da vida está nos pequenos prazeres em momentos breves, mas valiosos. Para chegar a essa realização, o espectador percorre uma longa trajetória.

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    O longa é dividido em três partes, começando pela última — a mais fantasiosa e enigmática. Na primeira, vemos um cenário distópico e apocalíptico: o mundo está acabando. Uma série de personagens anônimos, interpretados por atores famosos — que aqui viram um “zé ninguém”, em exercício da tese do filme — são inseridos com o propósito de ter conversas sobre vida e morte. A conclusão existencial acontece na parte dois.

    Ao adaptar o conto homônimo de Stephen King, Flanagan conhece bem suas referências e sabe como usá-las ao seu favor. Análises do astrônomo Carl Sagan embasam a noção da nossa existência ínfima e o poema Canção de Mim Mesmo, de Walt Whitman, completa a construção filosófica e dramática da narrativa.

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    NOTA: ★★★☆☆

    Entrevista com Mike Flanagan e Tom Hiddleston

    “Para mim, essa é uma das histórias mais tocantes de Stephen King”, comenta o diretor Mike Flanagan, em conferência de imprensa, da qual a Vejinha participou, com exclusividade.

    “Quando ele não escreve sobre terror, é sincero e não exagero. No momento apocalíptico, ele consegue ser gentil ao mesmo tempo. Ele disse a famosa frase: ‘Não há horror no mundo sem amor’. As histórias dele, mesmo as assustadoras, não são sobre monstros, são sobre pessoas”, afirma.

    O ator Tom Hiddleston acrescenta: “O que a história descreve tão lindamente é a magia daqueles pequenos momentos em nossas vidas, que se tornarão as estrelas mais brilhantes em nossas memórias nas últimas horas”.

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    Segundo ele, o processo de entrar no personagem consistiu em entender o poder e importância da mensagem. “Havia essa consciência da preciosidade e da fragilidade de viver, mas também da magia da conexão no cotidiano. Nunca devemos nos submeter à redução e acreditar que somos apenas uma coisa. Nossas vidas são mágicas. Sim, nossas vidas são cheias de luta, sofrimento, tristeza, dor e perda, mas também há tanta alegria.”

    Publicado em VEJA São Paulo de 5 de setembro de 2025, edição nº 2960

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