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“Não foi fácil”, diz sócio da Livraria da Vila sobre venda do imóvel, que será demolido

Espaço icônico, com projeto de Isay Weinfeld, virá abaixo para dar espaço a prédio de luxo, mas marca ganhará nova unidade na Alameda Lorena

Por Guilherme Queiroz
24 mar 2022, 17h37 • Atualizado em 24 mar 2022, 17h37
Montagem mostra, à esquerda, fachada da livraria e , à direita, parte interna, com teto com abertura circular e estantes de livros
Livraria da Vila da Alameda Lorena (Leonardo Finotti/Divulgação)
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  • O prédio da Livraria da Vila no número 1731 da Alameda Lorena será demolido para dar lugar a um empreendimento de luxo, conforme revelou VEJA São Paulo. Após o caso, a reportagem conversou com o sócio-diretor comercial da rede, Flavio Seibel, que contou os próximos passos da empresa para os Jardins: uma nova unidade já está em obras na mesma rua.

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    O prédio atual, icônico, com 800 metros quadrados de área construída, acompanhado do imóvel onde fica o restaurante Serafina e um estacionamento, fará parte do terreno de um empreendimento da construtora Helbor. Leia os detalhes aqui.

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    O número 1731 abriga a Livraria da Vila desde 2007, com projeto do arquiteto Isay Weinfeld. As vendas seguem por ali até o dia 10 de abril, quando a unidade será desativada. “Um dos motivos para sairmos dali é a necessidade de se fazer uma reforma”, diz Flavio Seibel.

    Segundo o executivo, “fazer uma reforma em uma loja do Isay Weinfeld é algo complexo”. Ele afirma que adaptar um novo endereço na mesma rua vai sair mais barato do que reformar o espaço atual.

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    “E, claro, também tem a questão da venda do imóvel (para a construtora). A gente entende que o quarteirão para onde vamos é mais movimentado. Para a cidade é algo momentaneamente ruim, concordo, se pudesse tombar aquele prédio seria o ideal. Tivemos que tomar uma decisão, não foi fácil”.

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    O novo empreendimento será no número 1501 da Alameda Lorena, com uma metragem um pouco menor: serão cerca de 500 metros quadrados de loja. Não terá auditório, como o espaço atual, mas também deverá contar com uma cafeteria.

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    “Era uma loja que dava resultado”, responde Flavio, depois de questionado se o endereço que será demolido dava prejuízos. “A unidade física para a Livraria da Vila é tudo. 95% do nosso faturamento vêm das lojas físicas”, conta o sócio-diretor. Atualmente a empresa conta com dezesseis lojas físicas.

    Depois do fim da operação no atual endereço, a expectativa é a de que a nova loja seja aberta até o final do primeiro semestre deste ano.

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