Flagrantes da metrópole: Nina Jacobi divide seu olhar sobre São Paulo
Confira as imagens da Nina Jacobi, um dos oito ensaios sobre São Paulo em comemoração ao aniversário da cidade

Neste sábado (25), São Paulo celebra 471 anos de história. E esta edição especial comemorativa do seu aniversário tem para a Vejinha um colorido especial. Em 2025, a revista comemora 40 anos, desde a publicação de sua primeira edição, em 9 de setembro de 1985.
Para conjugar tudo numa só celebração, convidamos oito fotógrafos, paulistanos ou forasteiros que escolherem aqui viver, para oferecem aos leitores pequenos ensaios que traduzissem sua visão pessoal sobre esta cidade, tão cheia de contrastes, diversa na paisagem, no povo e na arquitetura. Um prato cheio para o olhar sensível destes profissionais.
Cada um enviou cinco imagens muito particulares, quarenta ângulos da cidade que, juntos, revelam uma metrópole de muitas possibilidades. Confira abaixo os cliques da fotógrafa paulista Nina Jacobi.

Com as lentes nas mãos há dezoito anos, Nina Jacobi, 44, vive quase a vida inteira na cidade. Pós-graduada pela FAAP — Fundação Armando Álvares Penteado, na qual produziu registros fotográficos de espaços esvaziados ou abandonados, ela empresta o olhar para ONGs, marcas e diversos clientes com os quais trabalha, todos em São Paulo, e esteve por mais de dez anos à frente das áreas de retrato e moda na Flare Fotografia.
“A cidade é um mundo, que contém um caldo enorme para fotografar. Você encontra o que quiser, basta procurar. Questões sociais gritam. Violência, diversidade, desafios urbanos tão conhecidos e os recentes, relacionados a mudanças climáticas, são temas que urgem na cidade”, aponta.
Com uma lista de clientes extensa, da marca de calçados Arezzo à companhia de teatro circense Doutores da Alegria, esta colaboradora da Vejinha também se dedica a registrar as paisagens urbanas das beiradas do município. “É um diário visual que tece diálogos entre centros e bordas. Refletindo sobre as diferenças nas paisagens, suas ocupações e a percepção de onde a cidade perde seus contornos e uma paisagem rural retoma o espaço. Procuro registrar essa tensão que existe”, explica.



Publicado em VEJA São Paulo de 24 de janeiro de 2025, edição n° 2928